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07 dezembro, 2010

Fin du poème d'amour qui a été écrit avec des larmes...


Perco-me em mais uma noite, qual fantasma vivendo memorias terrenas,
Que me prendem a esta terra com correntes de ferro pesadas e frias…
No meu castelo onde estas muralhas de mar me permitem sentir,
Onde a emoção que me dilacera a alma, tem uma dor tão doce…
Aqui jazem os teus sorrisos, os teus abraços, o teu olhar
Que sempre quero guardar em memoria interminável…
Aqui, a bruma matinal junta-se com a lágrima salgada que saboreio em meus lábios.
Aqui, o tempo permite que me entregue docemente a recordações que me isolam
Que não mais me deixam sentir o mundo de outra forma que de meus olhos derramam águas cristalinas…
E nas calçadas velhas e gastas que tenho por companhia, onde a lua é minha guardiã
Procuro sem achar, não querendo achar nada mais que meu coração…
Onde voa esse coração teimoso ao qual insisto em cortar as asas?
Voa em rumo a um destino que só me é permitido sonhar, voa sobre as aguas iluminadas de um rio que viu reis e rainhas, voa docemente por baixo das pontes iluminadas e perde-se entre ruas onde gigantes de pedra contam histórias de amor e de guerra antigas…
Abrigo em mim luzes da cidade onde vives e onde em silêncio te espio docemente…
Abrigo- me por baixo do gigante de ferro que viu os nossos sorrisos num dia cinzento…
Cubro-te de doces sorrisos á chegada, escondendo a manta de lágrimas que me acompanha em tua ausência…
Grito no silêncio da noite, gritos que me consomem com tal fervor que me desprendem da vida por breves momentos onde me prendo apenas para te achar novamente…
Entre os gigantes de pedra torno-me em sombra da tua sombra, com medo de esquecer tempos passados onde tua mão encontrava a minha… Onde encontrava em ti meu abrigo…
Aqui, neste castelo de mar, aprendo como passar as horas entre reencontros fugindo de terras distantes, aqui onde a lua me espia e me abriga, onde as ondas escutam minhas confidencias…
Aqui, onde sei que o céu que me cobre, é o mesmo que te dá bom dia e vela por teus sonhos…
Grito até ficar sem voz o quanto te trago gravado no peito e quanto me dói tua ausência, tendo por companhia palavras que em musicas inimagináveis se tornam…
Deambulo por entre calçadas onde as luzes da rua, as sombras e o silêncio me acompanham tentando reencontrar-te na minha avenida da memoria…
No apaziguador silêncio da noite a força do mar que rebenta contra a barra torna-se no bater do meu coração, enche-me de vida que não mais queria sentir não sabendo se te veria sorrir e dançar novamente…
Aqui, onde os dias carregam céus cinzentos em coração cheio, aguardo no tempo, o tempo de simplesmente existir sem ti…

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